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- 7 de set. de 2016
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“Ele tinha medo de tudo o que era belo porque viu o Feio, o Ruim muito de perto, e passou automaticamente para o lado de lá: ele era um rato que se encolhe diante das luzes amarelas da boate onde todos sorriem, trocam beijos e se esquecem da chuva lá fora.
Molhado, ele se arrasta pela sarjeta esperando uma porta mal fechada, uma fresta de janela, uma pequena oportunidade para se reintegrar ao resto do mundo.
Mas rato não se acolhe, rato se mata.”
Diego Viñolo de Andrade
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